Quais são as Normas da ABNT?

Normas da ABNT

“Quais são as normas da ABNT?” pode ser uma dúvida recorrente de quem é novo na Universidade. Apesar de que alguns colégios já fazem uso delas em seus trabalhos de classe.

Neste artigo você vai descobrir de vez o que é essa sigla, para que ela serve e outras informações relevantes acerca da ABNT.

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que a ABNT é apenas um das normativas que existem, os próprios professores, as universidades e revistas acadêmicas podem ter suas regras particulares e formatações.

Um exemplo bem interessante é de quando eu estava estudando em Portugal, lá os professores solicitavam as normas da APA. Assim, eu tive que me adaptar totalmente a elas.

Tendo isso em mente, vem comigo ver quais são as normas da ABNT e como organizar bem seus trabalhos acadêmicos.

O que são as Normas da ABNT?

A sigla ABNT diz respeito à Associação Brasileira de Normas Técnicas. A gente costuma ouvir muito sobre as diretrizes para trabalhos acadêmicos, mas, mas a verdade é que ela direciona muitos setores.

Dessa forma, entrando no site da ABNT, você tem uma ampla noção dos serviços prestados pela Associação. Alguns exemplos são:

  • Cursos de formação específica.
  • Certificação.
  • Análises técnicas.
  • Normatizações.

A instituição foi criada em 28 de setembro de 1940, desde então, ela conta com profissionais multidisciplinares. Além disso, ela tem tanto vínculo com o governo federal quando com organizações internacionais como a ISO (International Organization for Standardization).

Qual a importância dessa padronização?

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“Quais as normas da ABNT?” Elas são necessárias para que a maioria dos trabalhos acadêmicos tenha um padrão

Ainda assim, é normal que muitos estudantes tenham dúvidas da necessidade da adoção dessas normas. Entretanto, ao pensar em “quais são as normas da ABNT”, precisamos ter em mente que elas ajudam a manter uma organização, principalmente nas publicações.

Isso colabora para que um estudante da Universidade Federal da Bahia, por exemplo, com as mesmas métricas que um estudante da Universidade Federal de Santa Catarina.

Um segundo motivo é que, como a “padronização”, uma pessoa consegue se deslocar muito mais facilmente por seu trabalho. É o caso de quando alguém procura artigos com um tema específico. Essa pessoa apenas lerá o resumo de seu trabalho, o que pode ser difícil, caso não esteja dentro da ABNT.

Além disso, essas normas facilitam até mesmo no momento da impressão, é o caso da padronização das margens, por exemplo, que levam em consideração a necessidade inserção de espirais nas folhas.

Acho que agora você já tem uma boa base, não é mesmo? Então, vamos entender mais sobre quais são as normas da ABNT.

Divisão do Trabalho Acadêmico segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas

Neste sentido, para a Associação Brasileira de Normas técnicas, apesar do trabalho acadêmico ser um bloco complexo de informações, ele pode ser dividido, primeiramente em 3 partes, são elas:

  • Pré-textuais: são meramente estruturais e de identificação, como Capa, Folha de Rosto, Sumário etc.
  • Textuais: nesta é onde ocorre o verdadeiro desenvolvimento do texto com apresentação de dados e argumentos, sendo a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
  • Pós-textuais: como o nome já diz, está relacionada às seções posteriores às conclusões, sendo referências, anexos e apêndices.

Você encontra uma explicação detalhada sobre a estrutura de um trabalho acadêmico aqui no blog mesmo, é só clicar aqui.

Principais publicação das Normas

Alguma dúvida até aqui? Você já produziu trabalhos acadêmicos? Compartilhe suas experiências nos comentários.

Na sequência, vamos ver as principais normativas da ABNT para trabalhos acadêmicos:

NBR 14724 – Trabalho Acadêmico

A primeira norma que você precisa ter conhecimento é a NBR 14724, nela  é feita uma revisão completa de cada parte que compõe Monografias, Dissertações e Teses.

Além disso, no documento, a ABNT explica o significado de cada termo, como: autor, título, símbolo etc. É uma parte bem introdutória, que pode ser lida sem mistérios no artigo daqui do blog que já citei.

NBR 10520 – Citações

Já aconteceu de você estar lendo um texto e se deparar com um trecho que gostaria de usar em seu trabalho? Pois bem, as citações fazem exatamente isso: mencionam palavras de outros autores.

Na NBR 10520 há diretrizes específicas para fazer citações, vamos ver quais são as normas da ABNT mais importantes neste aspecto?

Citações diretas

São aquelas que aparecem exatamente as mesmas palavras do original. Há dois modos de apresenta-las.

O primeiro é quando o trecho que você vai citar tem no máximo 3 linhas. Neste caso, você deve colocar a citação entre aspas duplas e no final vai colocar dentro de parênteses o nome do autor em letra maiúscula, o ano e a página.

Exemplo: “Não se mova, faça de conta que está morta.” (CLARAC BONNIN, 1985, p. 72).

Caso o trecho a ser citado tenha mais de três linhas, é preciso que você faça um recuo de 4 cm e diminua o tamanho da letra, além disso, não é preciso colocar aspas:

Exemplo:

A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone e computador. Através de áudio-conferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão. (NICHOLS, 1993, p. 181)

Citação indireta

São aquelas feitas reformulações na ideia, ou seja, você escrever do modo que você entendeu. Neste caso, você precisa escrever o nome do autor normalmente e colocar apenas o ano entre parênteses.

Exemplo: Como explica Saussure (1906), o signo é formado por significante e significado.

Citação de citação:

Informalmente chamado de apud, é quando você encontra a citação de um terceiro texto que você não leu.

Por exemplo, você está lendo um artigo sobre Psicologia e lá é citado um trecho de C.G. Jung, você pode usar essa citação, mesmo nunca tendo lido a obra de C.G. Jung.

Exemplo: De acordo com Gough (1972, p. 59, apud NARDI, 1993, p. 94), “o ato de ler envolve um processamento serial que começa com uma fixação ocular sobre o texto, prosseguindo da esquerda para a direita de forma linear.”

Fonte: Blog Mettzer

Citação de dados verbais e em elaboração

Igualmente, você pode falar de dados que obteve numa palestra, seminário, colóquio etc. Neste caso, é preciso fazer uma nota de rodapé explicando que a informação foi adquirida oralmente.

Exemplo:  O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação verbal)1

1 Noticia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em Londres, em outubro de 2001

O mesmo ocorre quando você está citando um trabalho que teve acesso, mas ainda está em fase de elaboração:

Exemplo: Os poetas selecionados contribuíram para a consolidação da poesia do Rio Grande do Sul, séculos XIX e XX (em fase de elaboração)1

Poetas rio-grandenses, de autoria de Elvo Clemente, a ser editado pela EDIPUCRS, 2002.

NBR 6022 – Artigos científicos impressos

Na sequência, esta norma é bem similar a que citei anteriormente que fala sobre produções acadêmicas. A NBR 6022 apenas sintetiza as partes referente apenas a artigos científicos. É importante entender algumas nomenclaturas como:

  • Publicação periódica técnica e/ou científica: são as publicações em revistas acadêmicas impressas ou digitais.
  • Ilustração: os desenhos e figuras que acompanham o texto.
  • DOI: Sistema de identificação de documentos digitais, é uma numeração que acompanha cada artigo e possibilita que ele seja encontrado na internet.

NBR 6023 – Referências

A NBR 6023 é bastante importante por falar das referências em trabalhos acadêmicos, algo que a maioria dos estudantes erram. O documento é bastante extenso e merece ser lido na íntegra, mas os principais pontos são:

  • As referências precisam ser apresentadas em ordem alfabéticas por autor.
  • Caso haja mais de um autor em uma obra, ordene-os alfabeticamente.
  • A principal ordem sempre será: autor. Título da obra: subtítulo da obra. Edição. Local: ano. Página.
  • No caso de mais de um texto para o mesmo autor, repita o nome do autor.
  • As referências devem ser separadas por espaçamento duplo.
  • O título vai em negrito e o subtítulo em letra normal, mas no caso de revistas acadêmicas, é o nome da revista é negritado.

Veja alguns exemplos de referências:

Artigo em revistas impressas

MACHADO, Ana Maria. Era uma vez… O maravilhoso mundo dos contos de fadas e seu poder de formar leitores. Revista Nova Escola, São Paulo, Ano XX, 185 ed., p. 53, set. 2005.

BIGNOTTO, Cilza. Hans Christian Andersen e Monteiro Lobato. Revista Presença Pedagógica. Belo Horizonte: Dimensão, v.11, n. 64, p. 60, jul./ago. 2005. 

Artigos em revistas eletrônicas

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Sobre teias e tramas de aprender e ensinar: anotações a respeito de uma antropologia da educação. INTER-AÇÃO, Goiânia, v. 25, v. 26, n. 1, p. 9-30, jan./jun. 2001.

Citando Coleção

ROSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril Cultural, 1978 (Coleção: Os pensadores).

Trabalho apresentado em congresso – Anais

CERRI, L. F. Uma escola do Brasil: o trabalho educativo das imagens da nação no “milagre brasileiro” (1969-1973) e na comemoração dos 500 anos do descobrimento (1998-2000). In: ENCONTRO PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA, 3., 1999, Curitiba. Anais… Curitiba: Aos Quatro Ventos, 1999. p. 453-470.

Trabalho apresentado em Congresso – Caderno de Resumo

CERRI, L. F. Uma escola do Brasil: o trabalho educativo das imagens da nação no “milagre brasileiro” (1969-1973) e na comemoração dos 500 anos do descobrimento (1998-2000). In: ENCONTRO PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA, 3., 1999, Curitiba. Resumos… Curitiba: Aos Quatro Ventos, 1999. p. 453-470.

Dissertações e Teses

ABDALLAH, P. R. Atividade pesqueira no Brasil: política e evolução. 1998. 137 f. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba. 1998.

Textos consultados em sites

SERRÃO, Joel. Notas sobre a emigração e mudança social no Portugal contemporâneo. Análise Social, Lisboa, v. 21, n. 87-89, p. 999, 1985. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs>. Acesso em: 14 nov. 2007.

Legislação

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

Os exemplos citados foram retirados das diretrizes da Revista em Extensão.

Sumário, Resumo e Abstract

Continuando, a próxima norma da ABNT é a NBR 6027, essa norma discorre sobre a produção do Sumário.

Esse elemento é o último da parte pré-textual, ele lista todos títulos e subtítulos que houver no trabalho, sendo apresentado na ordem da paginação. Lembrando que o Sumário nunca ficará no verso da folha, sempre no anverso.

Já a NBR 6028 discorre sobre o Resumo e o Abstract, sendo que o primeiro precisa ser uma apresentação sucinta do conteúdo do trabalho. Por isso, deve conter o objetivo, os métodos e resultados.

Dessa forma, a estrutura do resumo é composta de um só bloco de texto e em seu final é preciso colocar o termo “palavras-chaves”, e assim, elencar os principais termos que definem o conteúdo.

O abstract segue o mesmo padrão, sendo, entretanto, escrito em língua estrangeira. Geralmente, inglês, espanhol ou francês, mas é claro que a instituição pode solicitar uma língua própria.

NBR 6024 – Numeração progressiva das seções

Na mesma linha de raciocínio, temos a NBR 6024, ela descreve como deve ser a organização das seções, aqueles tópicos ou capítulos dos trabalhos. A primeira coisa que precisamos ter em mente é que de forma alguma pode existir seção vazia.

Ou seja, jamais escreva um título e não coloque nenhum conteúdo abaixo dele. Sempre é preciso que um texto o acompanhe, nem que seja para explicar o que virá na sequência.

Dessa forma, a seção é marcada da seguinte forma:

  • Seção primária tem contagem cardinal, a seção secundária, terciária e demais são marcadas com ponto mais número cardinal.

Exemplo:

1.Título Primário.

1.1 Título secundário.

1.1.1 Título terciário.

NBR 15287 – Projeto de pesquisa

E se você estiver perguntando se o projeto de pesquisa também é regido pela ABNT, pode ter certeza que a resposta é sim. Neste caso, a norma responsável é a NBR 15287.

Como ela tem uma estrutura bastante similar ao trabalho acadêmico, vou fazer apenas as ressalvas necessárias:

  • O Projeto de Pesquisa precisa ter uma data de início, meio e fim com atividades determinadas por um cronograma.
  • É comum que seja necessário ter um orientador de projeto.
  • Crie seções para os objetivos gerais, objetivos específicos, justificativa e hipóteses.
  • Cite todos materiais que serão necessários para a execução do projeto.
  • Os objetivos vão com verbos no infinitivo: investigar, recolher, entender, transcrever, documentar etc.

Quais são as Normas da ABNT: Margens e numeração

Por último, vale lembrar que a ABNT pede que as margens sejam feitas conforme a configuração abaixo:

  • Superiores e esquerda: 3cm.
  • Inferiores e direita: 2 cm.

Além disso, a contagem da numeração das páginas só se inicia na parte textual do trabalho. Melhor dizendo, a partir da introdução, antes disso, você pode usar algarismos romanos para marcar a quantidade de páginas.

Todos os exemplos foram retirados das normas da ABNT supracitadas.

Agora que já sabe quais são as normas da ABNT, compartilhe com seus amigos para que eles também tirem as melhores notas nos trabalhos acadêmicos.

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